quinta-feira, 15 de maio de 2014

Código genético do amendoim está próximo de ser sequenciado

Pesquisa feita por brasileiros e pesquisadores de outros três países busca criar transgênicos resistentes à seca


Um projeto que começou há 15 anos no Distrito Federal está próximo de atingir o sucesso. Em uma parceria entre pesquisadores brasileiros, israelenses, chineses e norte-americanos o sequenciamento genético do amendoim está próximo de ser concluído. A intenção dos pesquisadores é identificar os genes responsáveis pela tolerância da seca e transferi-los para outras plantas.

José Vallis, um dos cientistas ligados ao projeto, passou três décadas coletando diferentes mudas do grão na América Latina. Em sua coleta, conseguiu mais de 80 tipos da planta.

Se quisermos conhecer o potencial dos parentes silvestres do amendoim temos que ter o material. Como os materiais são na maior parte das vezes brasileiros, não há outros países que façam a pesquisa. Ou o Brasil faz a pesquisa ou ninguém faz.

Entre as espécies cultivadas nas estufas da Embrapa está a Arachis ipaenses, da Bolívia, e a Arachis duranensis, da Argentina. As duas espécies foram sequenciadas pelos cientistas.

Segundo Patricia Messenberg, pesquisadora da Embrapa, o trabalho foi feito com espécies que evoluíram graças ao stress dos trópicos e que criaram resistência às pragas naturais, além de problemas de temperatura e umidade.

Com essas informações, os pesquisadores acreditam que ficará mais fácil transferir os genes de interesse das espécies silvestres para o amendoim cultivado, agilizando o projeto de criar um amendoim transgênico que suporte a falta de umidade do cerrado. Os próximos passos da pesquisa é produzir variedades de plantas, como soja, feijão e caupi, com mais tolerância à seca.
Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/05/codigo-genetico-do-amendoim-esta-proximo-de-ser-sequenciado-4498332.html

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pesquisadores conseguem combater alergia a amendoim entre crianças

Médicos conseguiram dessensibilizar crianças alérgicas pela ingestão do alimento


Um grupo de médicos conseguiu dessensibilizar crianças alérgicas a amendoim fazendo-as ingerir pequenas doses deste alimento, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet.
Depois de seis meses de tratamento, as crianças conseguiram tolerar doses diárias de 800 mg de amendoim em pó, o equivalente a cinco amendoins, o suficiente para salvar sua vida em caso de ingestão acidental, segundo os autores da pesquisa.
Segundo o coordenador do estudo, Andrew Clark, da Universidade de Cambridge, o tratamento permitiu que crianças muito alérgicas consumam quantidades de amendoins muito superiores às encontradas nos alimentos contaminados acidentalmente.
Um total de 99 crianças e adolescentes alérgicos, de 7 a 16 anos, participaram do estudo.

Um em cada cinco sofreu efeitos não desejados, que na maioria dos casos se traduziu em coceira moderada na boca.
A alergia a amendoim afeta uma criança em cada 50 e constitui a principal causa de morte como consequência de uma alergia alimentar.
Noticia publicada em 30/01/2014.

Falta de chuva atrasa o plantio da safra de amendoim em São Paulo

Novamente a história se repete e os agricultores sofrem com as adversidades climáticas.


A safra de amendoim está atrasada em São Paulo. Só agora, com a volta da chuva, é que as sementes estão sendo plantadas.

O trabalho na propriedade de Carlos Reis ainda não terminou. O produtor de Tupã deveria ter concluído o plantio do amendoim em novembro, mas a estiagem fora de época atrapalhou os planos. Ele só voltou para o campo graças às chuvas regulares dos últimos dias.

"O plantio atrasou pelo menos uns 20 dias (...) porque faltou chuva e isso não estava previsto", diz.

A grande maioria dos produtores do centro oeste paulista enfrenta o mesmo problema – cerca de 10% da área destinada à cultura do amendoim ainda não foi plantada, cenário que preocupa muita gente.


O plantio feito mais tarde atrapalha a produtividade da lavoura. Em áreas que receberam as sementes em dezembro, a colheita deve ser 20% menor.

Apesar das dificuldades no fim do plantio, Edson Schiavon está otimista com a safra 2013/2014. O valor da saca de 25 quilos está acima dos R$ 30, preço considerado bom, e a chuva dos últimos dias tem ajudado os produtores. “A chuva trouxe otimismo, mudou todo o cenário. O amendoim agora está bonito”, conta.

Noticia publicada em 17/12/2013.

No link abaixo tem um vídeo com a integra da reportagem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Emprapa lança amendoim adaptado especialmente à região Nordeste


A Emprapa lançou uma nova variedade de amendoim adaptada especialmente à região Nordeste. A cultivar batizada de pérola branca foi apresentada para agricultores da região do Cariri, no sul do Ceará.

O amendoim é chamado de BRS pérola branca. A Embrapa reuniu em Barbalha engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e produtores rurais de vários municípios do Cariri para apresentar a nova variedade do grão que, segundo a pesquisadora, é mais rentável e se adapta com facilidade ao clima semi-árido.

Na área experimental, os participantes do dia de campo viram que o ciclo do amendoim pérola branca é de 110 a 115 dias, tem de três a quatro sementes por vagem, é comestível e também pode ser transformado em combustível.

O campo experimental de Barbalha é uma forma encontrada pela Embrapa para incentivar os pequenos e médios agricultores nordestinos a também trabalharem o segmento amendoim. A expectativa da empresa é incluir a nova variedade de amendoim no programa de sementes do governo até 2014.

Assista o vídeo transmitido no Globo Rural: Aqui!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Falta de chuva atrasa plantio do amendoim, em São Paulo

Mesmo quem semeou a safra está preocupado por causa do solo seco. Cenário provocou queda no rendimento das lavouras.


Na fazenda de Edson Schiavon, em Tupã, o plantio que era para estar no fim ainda nem começou por falta de umidade no solo. Com o atraso, o produtor já teme os prejuízos.

Segundo a Cooperativa de Produtores de Amendoim de Tupã, nesta época do ano, pelo menos, 60% da safra total já deveria ter sido plantada, mas o clima quente e seco deixou o solo com pouca umidade, o que atrasou o plantio. Apenas 40% dos 60 mil hectares destinados à plantação de amendoim receberam as sementes.

São Paulo responde por 90% da safra brasileira de amendoim. No mês de outubro, o índice de chuvas na região ficou 38% abaixo do esperado. Sem umidade, as sementes não germinam e a produtividade pode cair.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Dias, o calor também pode prejudicar os produtores que já iniciaram o plantio. “Jogando a semente no solo úmido e de repente quando ela começa a germinar, falta chuva e umidade, a alta temperatura aquece o solo e cozinha as sementes e elas não germinam”, explica.

Diante destas condições o plantio esta lento e o estande de plantas pode ser prejudicado interferindo na produtividade e rentabilidade da safra 2012/13.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Amendoim eleva fertilidade e ovo de codorna não

Com certeza você já deve ter ouvido falar daquele velho mito de que ovos de codorna aumentam a fertilidade. Mas é isso mesmo: tudo não passa de um mito. Ovos de codorna não têm nenhuma influência sobre a possibilidade de engravidar, garante Sérgio Pereira Gonçalves, especialista em reprodução humana e diretor médico da clínica Monteleone, de São Paulo.

Alguns alimentos, no entanto, têm o poder de ajudar no processo de ovulação e na produção dos espermatozoides. Um dos itens que é conhecido por auxiliar na fertilidade humana é o amendoim. Ele é rico em ômega 3, substância que estimula os ovários e a produção de espermatozoides. Mas, como o amendoim é muito gorduroso e calórico, não deve ser consumido em excesso. Peixes, algumas verduras, como a rúcula, e castanhas também são boas fontes de ômega 3.

Vantagens e desvantagens da soja
A soja é outro alimento que faz bem para os órgãos reprodutores. Segundo Sérgio, ela é mais importante para a mulher do que para homem. Isso acontece porque a soja é um fitoestrogêneo, alimento que contém hormônios vegetais que atuam no organismo como se fossem os próprios hormônios femininos. No caso dos homens, o excesso de soja pode acabar prejudicando a fertilidade, justamente por conta desse efeito "hormonal" do alimento.

Na lista dos produtos que fazem mal a fertilidade estão também os ricos em gordura trans. De acordo com o especialista, esse tipo de comida pode prejudicar a fertilidade e a saúde tanto do homem, quanto da mulher. Por isso, devem ser evitados.

Só alimentação não resolve
Ter hábitos saudáveis - o que inclui boa alimentação e prática de exercícios físicos - são fatores importantes para a saúde de todo o organismo, inclusive no que se refere ao aparelho reprodutor. No entanto, uma alimentação correta não é o fator que determina a fertilidade ou a infertilidade. "Ter uma boa dieta é bom para tudo. Mas, se o casal encontrar problemas para engravidar, além das mudanças dos hábitos será preciso procurar um médico", explica.

Na clínica, o especialista em reprodução passará uma dieta recomendada e, o mais importante, identificará a causa do problema de fertilidade do casal. "Às vezes, o fator de infertilidade não tem ligação nenhuma com a alimentação e o casal perde tempo em achar que somente a ingestão de certos produtos vai ajudá-los a superar a dificuldade", conta o médico.

Casais que estão tentando engravidar a mais de um ano e encontram dificuldades precisam procurar um especialista, diz Sérgio. Quanto mais cedo vier a ajuda, maiores são as chances de solucionar o problema.

Quando a mulher tem mais de 38 anos (ou 35, de acordo com a orientação de alguns especialistas), o ideal é que o casal fique até seis meses tentando. Se a gravidez não vier durante esse período, um médico deve ser consultado. O fator idade é uma das grandes causas de infertilidade feminina.

Fonte: Terra, com informações do Cross Content (imagem: Michaela Kobyakov, SXC)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ÓLEO DO AMENDOIM MAIS SAUDÁVEL QUE AZEITE

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite


O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Nos próximos 25 anos, o amendoim pode deixar de ser visto como um mero tira-gosto e se tornar um dos alimentos mais importantes do mundo. Pelo menos é o que acreditam cerca de 100 especialistas de mais de 10 países que estiveram reunidos até ontem, em Brasília, na 5ª Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim, promovida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa/Cenargen). Em três dias de encontro, eles apresentaram e debateram pesquisas de melhoramento das variedades de um dos petiscos mais consumidos no planeta.

Genuinamente brasileiro, o amendoim é uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas no mundo. Devido ao seu alto conteúdo de proteína e óleos insaturados, tem papel fundamental na alimentação dos povos de países da América Latina, da África e da Ásia. Além disso, cumpre um importante papel social, garantindo a segurança nutricional e a sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversas nações, inclusive o Brasil. Na África, por exemplo, ajuda a combater a desnutrição de crianças(leia abaixo).

O que faz os especialistas acreditarem que o grão pode adquirir um papel mais central na alimentação mundial são algumas de suas características. A qualidade do óleo do amendoim é superior ao do azeite de oliva, o que pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas. Além disso, os grãos apresentam grandes concentrações de vitamina E — um antioxidante que previne câncer, diabetes e doenças autoimunes — e de proteína, podendo substituir a carne em países onde há escassez desse alimento.
Bom para a saúde

“Não é à toa que o mercado internacional se interessa tanto por esse grão. Ele pode se tornar mais importante, em termos alimentares, do que a soja”, aposta a pesquisadora da Embrapa/Cenargen Soraya Bertioli, uma das coordenadoras da conferência. Segundo Howard Valentine, diretor executivo do American Peanut Council (APC), estudos clínicos feitos nos Estados Unidos mostram que pacientes que consomem uma porção do grão por dia têm menor chance de desenvolver males como o diabetes. “Em 25 anos, será necessário que o mundo dobre a produção de amendoim”, acredita Valentine.

Para que o objetivo proposto pelo especialista americano seja alcançado, será fundamental investir em pesquisas de biotecnologia e genômica para gerar variedades mais produtivas, nutritivas e resistentes, um dos principais focos do congresso realizado em Brasília. Essas ferramentas, segundo Soraya Bertioli, são determinantes para tornar o cultivo mais competitivo. “O amendoim pode contribuir significativamente para sustentar o aumento da demanda de produtividade por hectare, sem ampliar a fronteira agrícola”, afirma. Em outras palavras, produzir mais alimentos no mesmo espaço usado pela agricultura hoje.

Melhoramento genético

Nesse aspecto, o Brasil ocupa um papel de destaque. Os cientistas do país buscam o melhoramento genético dessas leguminosas estudando as variantes silvestres, que, apesar de não produzirem grãos comestíveis, são mais resistentes. Para chegar ao cultivar ideal, os pesquisadores cruzam duas espécies silvestres. Delas, nasce um híbrido, que é, por sua vez, cruzado com uma espécie comercial. A partir daí, é feita uma análise das características repassadas. Se houver sucesso — ou seja, se o resultado for uma planta mais produtiva ou resistente, por exemplo —, o resultado é distribuído para pesquisadores de outros países, como Índia e Estados Unidos, que ampliam os testes.

Entre os resultados desses estudos está o sucesso do cultivo de amendoim no Nordeste. “Conseguimos desenvolver plantas com alta resistência à seca e à doença foliar (manchas escuras nas folhas que não deixam a planta se desenvolver)”, comemora a bióloga Adriana Regina Custódio, que faz parte do grupo de pesquisa em amendoim da Embrapa/Cenargen. O melhoramento genético também possibilitou criar uma variação que deixa o óleo produzido a partir do grão com qualidade superior à do azeite de oliva. “O grupo do Instituto de Agricultura de Campinas (IAC) conseguiu identificar uma mutação natural de algumas plantas e acoplá-la ao melhoramento genético do amendoim”, explica Soraya.

Atualmente, uma nova estratégia está sendo avaliada pelos cientistas. “Queremos ampliar a base genética da cultura de amendoim, que é bastante estreita, por meio do cruzamento com parentes silvestres a partir de ferramentas moleculares”, explica Soraya. Não vão faltar espécies para experimentos, já que o Brasil possui a maior coleção de germoplasma de amendoim do mundo, criado pela Embrapa. São 80 espécies e mais oito em fase de descrição. Dessas, 67 são silvestres e originárias do Brasil. A intenção é criar sementes mais resistentes e tornar possível a produtividade sustentável em regiões com escassez de recursos naturais, como água.

Para a coordenadora da conferência, a diversidade de plantas silvestres brasileiras e o solo fértil do país, além de áreas para expansão da agricultura, fazem do Brasil um dos países com maior potencial para a produção de amendoins, que pode até ultrapassar a da soja. “É essencial que o Brasil seja um dos principais atores na produção de alimentos de qualidade. Temos todas as ferramentas para isso ”, diz Soraya.

Origem

O amendoim é uma planta originária da América do Sul, com provável centro de origem nos vales dos rios Paraná e Paraguai. As primeiras descrições do uso do grão revelam que ele era muito utilizado pelo índios brasileiros. No século 18, o amendoim foi introduzido na Europa. No século 19 difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para Filipinas, China, Japão e Índia.