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domingo, 9 de dezembro de 2012

Falta de chuva atrasa plantio do amendoim, em São Paulo

Mesmo quem semeou a safra está preocupado por causa do solo seco. Cenário provocou queda no rendimento das lavouras.


Na fazenda de Edson Schiavon, em Tupã, o plantio que era para estar no fim ainda nem começou por falta de umidade no solo. Com o atraso, o produtor já teme os prejuízos.

Segundo a Cooperativa de Produtores de Amendoim de Tupã, nesta época do ano, pelo menos, 60% da safra total já deveria ter sido plantada, mas o clima quente e seco deixou o solo com pouca umidade, o que atrasou o plantio. Apenas 40% dos 60 mil hectares destinados à plantação de amendoim receberam as sementes.

São Paulo responde por 90% da safra brasileira de amendoim. No mês de outubro, o índice de chuvas na região ficou 38% abaixo do esperado. Sem umidade, as sementes não germinam e a produtividade pode cair.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Dias, o calor também pode prejudicar os produtores que já iniciaram o plantio. “Jogando a semente no solo úmido e de repente quando ela começa a germinar, falta chuva e umidade, a alta temperatura aquece o solo e cozinha as sementes e elas não germinam”, explica.

Diante destas condições o plantio esta lento e o estande de plantas pode ser prejudicado interferindo na produtividade e rentabilidade da safra 2012/13.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ÓLEO DO AMENDOIM MAIS SAUDÁVEL QUE AZEITE

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite


O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Nos próximos 25 anos, o amendoim pode deixar de ser visto como um mero tira-gosto e se tornar um dos alimentos mais importantes do mundo. Pelo menos é o que acreditam cerca de 100 especialistas de mais de 10 países que estiveram reunidos até ontem, em Brasília, na 5ª Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim, promovida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa/Cenargen). Em três dias de encontro, eles apresentaram e debateram pesquisas de melhoramento das variedades de um dos petiscos mais consumidos no planeta.

Genuinamente brasileiro, o amendoim é uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas no mundo. Devido ao seu alto conteúdo de proteína e óleos insaturados, tem papel fundamental na alimentação dos povos de países da América Latina, da África e da Ásia. Além disso, cumpre um importante papel social, garantindo a segurança nutricional e a sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversas nações, inclusive o Brasil. Na África, por exemplo, ajuda a combater a desnutrição de crianças(leia abaixo).

O que faz os especialistas acreditarem que o grão pode adquirir um papel mais central na alimentação mundial são algumas de suas características. A qualidade do óleo do amendoim é superior ao do azeite de oliva, o que pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas. Além disso, os grãos apresentam grandes concentrações de vitamina E — um antioxidante que previne câncer, diabetes e doenças autoimunes — e de proteína, podendo substituir a carne em países onde há escassez desse alimento.
Bom para a saúde

“Não é à toa que o mercado internacional se interessa tanto por esse grão. Ele pode se tornar mais importante, em termos alimentares, do que a soja”, aposta a pesquisadora da Embrapa/Cenargen Soraya Bertioli, uma das coordenadoras da conferência. Segundo Howard Valentine, diretor executivo do American Peanut Council (APC), estudos clínicos feitos nos Estados Unidos mostram que pacientes que consomem uma porção do grão por dia têm menor chance de desenvolver males como o diabetes. “Em 25 anos, será necessário que o mundo dobre a produção de amendoim”, acredita Valentine.

Para que o objetivo proposto pelo especialista americano seja alcançado, será fundamental investir em pesquisas de biotecnologia e genômica para gerar variedades mais produtivas, nutritivas e resistentes, um dos principais focos do congresso realizado em Brasília. Essas ferramentas, segundo Soraya Bertioli, são determinantes para tornar o cultivo mais competitivo. “O amendoim pode contribuir significativamente para sustentar o aumento da demanda de produtividade por hectare, sem ampliar a fronteira agrícola”, afirma. Em outras palavras, produzir mais alimentos no mesmo espaço usado pela agricultura hoje.

Melhoramento genético

Nesse aspecto, o Brasil ocupa um papel de destaque. Os cientistas do país buscam o melhoramento genético dessas leguminosas estudando as variantes silvestres, que, apesar de não produzirem grãos comestíveis, são mais resistentes. Para chegar ao cultivar ideal, os pesquisadores cruzam duas espécies silvestres. Delas, nasce um híbrido, que é, por sua vez, cruzado com uma espécie comercial. A partir daí, é feita uma análise das características repassadas. Se houver sucesso — ou seja, se o resultado for uma planta mais produtiva ou resistente, por exemplo —, o resultado é distribuído para pesquisadores de outros países, como Índia e Estados Unidos, que ampliam os testes.

Entre os resultados desses estudos está o sucesso do cultivo de amendoim no Nordeste. “Conseguimos desenvolver plantas com alta resistência à seca e à doença foliar (manchas escuras nas folhas que não deixam a planta se desenvolver)”, comemora a bióloga Adriana Regina Custódio, que faz parte do grupo de pesquisa em amendoim da Embrapa/Cenargen. O melhoramento genético também possibilitou criar uma variação que deixa o óleo produzido a partir do grão com qualidade superior à do azeite de oliva. “O grupo do Instituto de Agricultura de Campinas (IAC) conseguiu identificar uma mutação natural de algumas plantas e acoplá-la ao melhoramento genético do amendoim”, explica Soraya.

Atualmente, uma nova estratégia está sendo avaliada pelos cientistas. “Queremos ampliar a base genética da cultura de amendoim, que é bastante estreita, por meio do cruzamento com parentes silvestres a partir de ferramentas moleculares”, explica Soraya. Não vão faltar espécies para experimentos, já que o Brasil possui a maior coleção de germoplasma de amendoim do mundo, criado pela Embrapa. São 80 espécies e mais oito em fase de descrição. Dessas, 67 são silvestres e originárias do Brasil. A intenção é criar sementes mais resistentes e tornar possível a produtividade sustentável em regiões com escassez de recursos naturais, como água.

Para a coordenadora da conferência, a diversidade de plantas silvestres brasileiras e o solo fértil do país, além de áreas para expansão da agricultura, fazem do Brasil um dos países com maior potencial para a produção de amendoins, que pode até ultrapassar a da soja. “É essencial que o Brasil seja um dos principais atores na produção de alimentos de qualidade. Temos todas as ferramentas para isso ”, diz Soraya.

Origem

O amendoim é uma planta originária da América do Sul, com provável centro de origem nos vales dos rios Paraná e Paraguai. As primeiras descrições do uso do grão revelam que ele era muito utilizado pelo índios brasileiros. No século 18, o amendoim foi introduzido na Europa. No século 19 difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para Filipinas, China, Japão e Índia.



domingo, 23 de janeiro de 2011

Aflatoxina virou coisa do passado

Todo produtor sabe que precisa secar a safra recém-colhida para evitar a contaminação pelo fungo

A contaminação por aflatoxina, que por muito tempo assombrou o produto brasileiro, é coisa do passado. Hoje, a secagem do amendoim é parte do manejo e quem não dispõe de secador próprio seca o produto na cooperativa ou na indústria. ''Produtor nenhum armazena a safra úmida, porque amendoim de qualidade inferior ou contaminado vira óleo, que tem valor menor'', diz o agrônomo Jair Marcon.
O produtor Valter Agostinho diz que a atividade passou por uma revolução nos últimos cinco anos, com a tecnificação da produção. ''A colheita é 100% mecanizada e a secagem, obrigatória'', afirma. Agostinho tem dois secadores próprios, com capacidade para secar de 650 a 700 sacas de amendoim cada um.
A mecanização da colheita também mudou o sistema produtivo. O processo começou em 1994 e, em 1998, com o desenvolvimento de máquinas arrancadoras e colhedoras, teve seu auge, diz o superintendente da Coplana, José Arimatéa Calsaverini.
O produtor Raymundo Nuno Júnior, de Jaboticabal (SP), atesta as vantagens da mecanização. Antes, diz, o arranquio era mecânico e o chacoalhamento, manual. Hoje, porém, o produtor já dispõe de uma chacoalhadeira para limpar a terra. ''Reduziu o custo com mão-de-obra.'' Sem o secador, o produtor também dependia do clima para diminuir a umidade do grão. ''O amendoim sai do campo com 19% de umidade. Com o secador, a umidade baixa para 8% e o amendoim fica pronto para armazenar.''
Nuno Júnior plantou 250 hectares de amendoim rasteiro e encerrou a colheita, com produtividade ótima, de 200 sacas/hectare. ''Choveu regularmente, a cada 15, 20 dias, o que favoreceu o florescimento da lavoura'', explica. ''No ano passado houve um período seco na época de formação das vagens e a produtividade ficou em 170 sacas/hectare.'' O preço pago pela saca foi de R$ 22.
EXPORTAÇÃO
O potencial de exportação do amendoim brasileiro também está crescendo. ''Recebemos visitas de compradores europeus e eles ficam satisfeitos com a qualidade'', diz Calsaverini, da Coplana.
Este ano, a cooperativa, que trabalha com 200 produtores, processou 36 mil toneladas de amendoim e exportou metade desse volume. Segundo ele, o exigente mercado europeu compra amendoim branco, sem pele, item já atendido pelos produtores brasileiros.
Seguindo o padrão de qualidade, a Europa permite a importação de amendoim com nível de aflatoxina de 4 ppb (partes por bilhão) e o produto exportado pela cooperativa tem nível abaixo do determinado. ''Embora o preço interno esteja bom, hoje, as grandes oportunidades estão no mercado externo'', diz.
Segundo o vice-presidente do setor de Amendoim da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Renato Fechino, o preço internacional da tonelada de amendoim in natura é de US$ 1.600. Fechino calcula que a produtividade tenha aumentado até 50% nesta safra. ''O preço também está bom para o produtor. Passou de R$ 21 em 2007 para R$ 25 em 2008.''
A Abicab criou, em 2001, o Programa de Auto-Regulamentação e Expansão de Consumo de Amendoim (Pró-Amendoim), que fiscaliza, periodicamente, a qualidade dos produtos derivados de amendoim. Uma das atribuições do programa é monitorar a presença de aflatoxinas no amendoim processado. Desde o início do programa, a quantidade de lotes que apresentaram não-conformidade na qualidade caiu de 30% para 5%. Hoje, 12 empresas que detêm 45% do mercado, de um universo de 300 empresas, têm o selo Pró-Amendoim.
INFORMAÇÕES: C.A. de Dumont, tel. (0--16) 3944-1311

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Clima favorece colheita de amendoim

Produtor está animado com bom rendimento da lavoura, que é cultivada em sistema de consórcio com a cana-de-açúcar

12 de janeiro de 2011 | 0h 47

O ano começou com chuvas persistindo pela segunda semana consecutiva em São Paulo. Foram grandes volumes acumulados, totalizando, nesta última semana, 238 milímetros em Jaú, 236,3 milímetros em Piracicaba, 188,6 milímetros em Campinas, 132,6 milímetros em São José do Rio Pardo, 116 milímetros em Jaboticabal e 104 milímetros em São Carlos. Nestes municípios, o total acumulado em uma semana se chega a se igualar à média esperada para o mês.



Houve transbordamento de rios e estradas rurais ficaram danificadas, dificultando o transporte e escoamento de safras e de coleta de leite. Em Piracicaba e Jaú o excedente hídrico supera 200 milímetros.

A umidade do solo está em nível de saturação na maioria das localidades, à exceção de Itapeva e Presidente Prudente, que estão com armazenamento abaixo do limite máximo. Com o bom suprimento de água, as lavouras de milho de soja têm bom desenvolvimento. Entretanto, por causa do longo período de molhamento das folhas e do calor, aumentam as chances de proliferação de doenças fúngicas, exigindo atenção dos produtores.

O excesso de umidade do solo impede as atividades agrícolas. As máquinas não podem circular, sob pena de compactação do solo e os tratamentos fitossanitários também não podem ser efetuados. Além do mais, as atividades de colheita ficam prejudicadas e a qualidade dos produtos a serem colhidos é menor.

Pastagens. As pastagens vêm crescendo vigorosamente, tornando a engorda do gado mais barata aos pecuaristas. Com a expectativa de crescimento da economia, deve aumentar o consumo, mantendo em alta o preço da arroba do boi.

No inverno e início da primavera, a falta de chuva quebrou a produção do abacate na região de Jardinópolis e o frio também contribuiu para reduzir a produção de uva em Jundiaí, onde a colheita segue com atraso por causa da chuva.

Os agricultores estão se preparando para o início da colheita do amendoim - muitas lavouras são plantadas em consórcio com a cana-de-açúcar. Como o clima favoreceu a colheita, a safra do amendoim promete ter boa produtividade e os preços no mercado favorecem os produtores.

Segue a colheita da maçã em Paranapanema, do quiabo em Piacatu, da lichia em Tupã, do tomate em Ribeirão Branco e da manga em Jaboticabal e Monte Alto.



ANA MARIA H. DE ÁVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR


domingo, 21 de novembro de 2010

Parcerias entre empresas e governos estaduais impulsionam a expansão do cultivo do amendoim pelo Brasil


Visando darmos continuidade ao Programa de Fomento ao Cultivo de Amendoim tenho a satisfação de lhes informar que foi firmada parceria entre a Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. e as empresas Fusermann Agroindustrial Ltda. (Itaporã do Tocantins - TO) e Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. (Barbacena - MG), programa denominado Barter Amendoim, onde a empresa Syngenta irá disponibilizar herbicidas,
inseticidas e fungicidas no sistema troca em produto (amendoim) a ser pago na colheita do amendoim cultivado nesta safra 2010/2011.

Desta forma, em função deste processo de alavancar parcerias, nesta safra 2010/2011 iremos cultivar 3.442 hectares de amendoim nos Estados de Minas Gerais e do Tocantins, sendo 2.750 hectares no Estado do Tocantins (municípios de Guaraí, Presidente Kennedy, Porto Nacional) e 692 hectares no Estado de Minas Gerais (municípios de Iturama, Madre de Deus de Minas, Barbacena, Minduri, São Vicente de Minas, Luminárias), com meta de atingir até a safra 2012/2013 a área cultivada com amendoim de 10.000 hectares, sendo 6.000 hectares no Estado do Tocantins e 4.000 hectares no Estado de Minas Gerais.

No Estado do Tocantins firmamos parceria com o Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Agricultura e desde o ano de 2009 diversas ações como reuniões com produtores rurais, dias-de-campo e
palestras foram realizadas visando o fomento da cultura do amendoim naquele Estado. Ainda no Estado do Tocantins, a Fusermann Agroindustrial firmou parceria com a empresa AGROFARM (representante Syngenta) e desta parceria, além da agilidade e presteza na entrega dos produtos aos produtores, foi
colocado à disposição pela AGROFARM um Engenheiro Agrônomo em tempo integral para assistência aos produtores rurais parceiros do projeto Amendoim.

A Fusermann Agroindustrial propôs e o Governo do Tocantins, via Secretaria de Estado da Agricultura aceitou, realizar em 2011, por ocasião da AGROTINS (maior evento agropecuário do Tocantins), o "I
Seminário sobre o Cultivo do Amendoim", onde ocorrerão palestras técnicas, demonstração de máquinas de arranquio e colheita e visitas em áreas de plantio onde serão testadas variedades diversas.

No Estado de Minas Gerais buscamos a parceria com o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, RURALMINAS e EMATER e neste ano realizamos palestras nos municípios de Madre de Deus de Minas e Minduri, visando mobilizar produtores rurais para o plantio, que culminaram com o plantio de 257 hectares nestas regiões. Ainda em Minas Gerais, em parceria com a empresa Donega&Lara (Dumont - SP), estamos realizando o plantio de 435 hectares de amendoim no município de Iturama (região do Triângulo Mineiro). 

Nos próximos dias, em reunião que será realizada no dia 27/10, a Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. estará discutindo com a EMATER - MG uma parceria para o fomento da cultura do amendoim no Estado para as próximas safras. 

A Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. e o Governo de Minas,
promoverão conjuntamente por ocasião da colheita do amendoim em Março/2011, o "I Seminário sobre o Cultivo do Amendoim", onde ocorrerão palestras técnicas, demonstração de máquinas de arranquio e colheita e visitas em áreas de plantio, em data e local a serem divulgados oportunamente.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Preços pagos ao produtor rural sobem 1,87%: "As maiores altas, na primeira quadrissemana de novembro, foram no amendoim (14,11%) e carne bovina (10,57%)".

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 1,87% na primeira quadrissemana de novembro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Apta). O maior aumento ocorreu nos preços dos produtos de origem animal (3,12%), já que os produtos de origem vegetal tiveram variação positiva de 1,37%.

As maiores altas foram no amendoim (14,11%), carne bovina (10,57%), banana nanica (9,16%), batata (7,29%) e soja (6,67%). No caso do amendoim, o ajuste é decorrente de situação de menor oferta, aliada às pressões de demanda, dizem os pesquisadores José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti.

As cotações da carne bovina continuam em ascensão em função da entressafra, pois o período de seca produziu fortes impactos nas pastagens e reduziu a oferta de animais para o abate. Além disso, existe a pressão de demanda pelo aumento da massa de salários que mantém aquecida a procura por carnes em geral. O mercado varejista consegue repassar os aumentos vindos do atacado e consequentemente permite novos aumentos ao produtor.

Os preços da banana comumente atingem seu pico na primavera, quando há maior propensão ao consumo e quando a oferta é prejudicada pelas ondas de frio dos meses anteriores que retardaram a formação dos cachos.

No caso da batata, a menor oferta produziu significativo aumento nos preços nas últimas semanas.Os preços da soja estão pressionados pela demanda chinesa e de outras nações importadoras, associada à menor disponibilidade norte-americana para vendas externas, o que vem afetando o comportamento dos preços internacionais.

As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do feijão (22,38%), do tomate para mesa (8,55%), da carne de frango (8,22%), da laranja para indústria (4,98%) e do leite C (4,78%).

Fonte: Globo.com

sábado, 13 de novembro de 2010

Amendoim avança em meio à cana

Cooperativa de Jaboticabal investe R$ 35 milhões para ampliar em 20% a capacidade de processamento do grão. Coplana é responsável por 20% da produção nacional; projeção de alta na comercialização externa é um dos alvos.
Principal produto agrícola da região, a cana traz a reboque uma cultura que tem garantido rentabilidade na entressafra. As plantas rasteiras do amendoim são usadas como rotação de cultura nos canaviais em uma parceria que, segundo os produtores, tem muito mercado para crescer.
Um dos focos é o mercado externo, onde a demanda por amendoim de qualidade só aumenta. A Coplana (Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba) investe cerca de R$ 35 milhões para ampliar em 20% a capacidade de recebimento e de processamento do grão.
A cooperativa, criada originalmente para reunir plantadores de cana, mantém uma divisão de grãos em Jaboticabal, onde o amendoim é o principal produto, ela é a responsável pela produção de cerca de 20% do total nacional da safra de amendoim -na temporada 2009/2010, a Coplana produziu 44 mil toneladas.
Com a liderança na produção, a cooperativa também responde por boa parte do amendoim que é vendido ao exterior, principalmente para o exigente mercado europeu. É de olho principalmente nesse mercado que os investimentos para ampliar a capacidade serão feitos.
De acordo com o gerente da divisão de grãos da Coplana, Dejair Minotti, a estrutura que a cooperativa tem atualmente em Jaboticabal já está no seu limite.
O local tem capacidade para receber e processar 50 mil toneladas do produto por safra. Com a ampliação, que deve ser concluída em 2014, a capacidade vai subir para um total de 75 mil toneladas.
A ampliação seguirá o padrão moderno que hoje já existe no local. A estocagem é feita em um galpão totalmente isolado, livre de umidade, onde o amendoim pode ser mantido com suas características por dois anos.
O processamento do grão é quase todo automatizado. Um processo computadorizado separa dos grãos claros e inteiros aqueles quebrados e com manchas. O amendoim graúdo inteiro e bem claro tem mercado fácil na Europa, para produção de snacks e achocolatados.
“O mercado externo, principalmente o europeu, que exige um produto de qualidade, tem muita demanda”.
Fonte: O Estado de S.Paulo, 24/10/10

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Origem e disseminação do amendoim pelo mundo

O amendoim é planta originária da América do Sul, na região compreendida entre as latitudes de 10º e 30º sul,com provável centro de origem na região de Gran Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai.


A difusão do amendoim iniciou-se pelos indígenas para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para as Filipinas, China, Japão e Índia.

Entre as oleaginosas cultivadas no mundo, o amendoim é a quarta mais produzida internacionalmente, perdendo apenas para a soja, o algodão e a canola.

Atualmente a produção mundial varia em torno de 32.360 milhões de toneladas, dados estes para a safra de 2007. Segundo a Satra Export &Import.