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domingo, 15 de junho de 2014


Em SP, produtividade e preços prejudicam produtores de amendoim

Baixa produtividade se deve à seca no período de desenvolvimento. Para amenizar as perdas, agricultores estão aguardando para vender.


      A estiagem e o forte calor do início do ano prejudicaram o desenvolvimento do amendoim, em São Paulo. Teve quebra na safra.
    Em uma plantação de 700 hectares, em Tupã, centro-oeste do estado, a máquina trabalha colhendo os últimos sacos. É o fim da safra, restam apenas 10% da área para finalizar a colheita, mas o produtor rural Roberto Gomes, que planta amendoim há mais de 30 anos, não está contente com os resultados deste ano.
    Segundo Roberto, a produtividade foi pelo menos 30% abaixo do esperado. “Colhendo 30% a mais, a gente ia somente tirar o custo de produção, então provavelmente, o produtor vai ficar sem remuneração para fechar as contas no final da colheita”, diz.
    A baixa produtividade na safra aconteceu por causa da seca no período de desenvolvimento do amendoim, principalmente no mês de janeiro, quando a planta precisa de umidade. Desta vez, o calor foi acima do normal e a chuva não veio, por isso, a planta cresceu pouco.
    Além da queda na produção, o preço também caiu. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola, a saca do amendoim em casca é comercializada hoje pelo preço médio de R$ 32, enquanto no ano passado, segundo os produtores, foi vendida a R$ 35.
    Para amenizar as perdas, muitos agricultores estão estocando o amendoim em galpões de cooperativas, aguardando o momento certo para vender. “A necessidade de obter preços maiores faz com que a gente esteja estocando o amendoim para ter condições de vender por preços que paguem o custo”, diz Roberto.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

2º levantamento da safra 2010/2011 de grãos feito pela CONAB aponta redução na produtividade e na produção brasileira de amendoim

A safra nacional de grãos 2010/2011 divulgada, nesta quarta-feira, 10 de novembro, deve ficar entre 146,26 milhões e 148,82 milhões de toneladas. Os números são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e fazem parte do segundo levantamento deste ciclo, que considera ainda intervalos de produção e área para a intenção de plantio.

Na análise geral da safra, a produção de grãos sofrerá redução de 487 mil a 2,48 milhões t sobre a safra passada (148,82 milhões t). Já em relação ao levantamento realizado em outubro, o número é 0,5% superior. A área destinada ao plantio deve ficar entre 47,24 milhões (-0,02%) e 48,01 milhões de hectares (+1,3%), quando comparada à anterior (47,37 milhões de hectares).

O algodão em caroço cresceu em área e produção. O grão eleva a colheita de 2,56 milhões (+39,1%) a 2,72 milhões t (+47,5%), comparado ao período passado, que foi de 1,84 milhão t. Já a área plantada pode crescer entre 1,08 milhão (+29,3%) e 1,14 milhão ha (36,9%).

A soja apresenta aumento na área, com variação de 23,76 milhões (+1,1%) a 24,20 milhões ha (+3,1%), sendo que, no período anterior, esse número chegou a 23,46 milhões ha. A colheita deve ficar entre 67,69 milhões (-1,4%) e 69 milhões t (+0,5%) sobre a safra passada (68,68 milhões t).

O incremento também é verificado na produção do feijão total, que terá variação entre 3,40 milhões (+5,3%) e 3,49 milhões t (+7%) contra as 3,26 milhões t da última safra. A produção de arroz deve aumentar de 12,16 milhões (+8%) a 12,31 milhões t (+9,3%). Já o milho total sofrerá redução de 51,83 milhões (-7,4%) a 52,71 milhões t (-5,8%) sobre as 56 milhões t do último ciclo, o mesmo ocorrendo com a área que diminui de 12,62 milhões (-2,7%) a 12,77 milhões ha (-1,5%).

Para o mercado do amendoim os dados levantados apontam uma redução pouco significativa na área plantada de 84,1 para 83,8 mil ha redução de 0,3%. Quanto à produtividade o decréscimo foi maior caindo de 2.687 para 2.574 Kg/ha resultando numa quebra de produtividade de 4,2% se comparado à safra 2009/10. A estimativa produção total do país ( 1ª e 2ª SAFRA) também diminuiu saindo de 226 mil t na safra de 2009/10 para 215,7 mil t na safra 2010/11 (estimativa), resultando num decréscimo de 4,5%.

O estudo da Conab tem como base a média de produtividade obtida nas últimas cinco safras, descartados os anos atípicos e agregado o ganho tecnológico. Cinquenta técnicos realizaram a pesquisa entre 25 e 29 de outubro. Eles ouviram representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Das regiões Norte e Nordeste, onde o plantio só começará em dezembro, foram considerados os dados de área da safra anterior e a produtividade média dos cinco últimos anos.(Raimundo Estevam/Conab)

FONTE: CONAB - Levantamento: Nov/2010.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Preços pagos ao produtor rural sobem 1,87%: "As maiores altas, na primeira quadrissemana de novembro, foram no amendoim (14,11%) e carne bovina (10,57%)".

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 1,87% na primeira quadrissemana de novembro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Apta). O maior aumento ocorreu nos preços dos produtos de origem animal (3,12%), já que os produtos de origem vegetal tiveram variação positiva de 1,37%.

As maiores altas foram no amendoim (14,11%), carne bovina (10,57%), banana nanica (9,16%), batata (7,29%) e soja (6,67%). No caso do amendoim, o ajuste é decorrente de situação de menor oferta, aliada às pressões de demanda, dizem os pesquisadores José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti.

As cotações da carne bovina continuam em ascensão em função da entressafra, pois o período de seca produziu fortes impactos nas pastagens e reduziu a oferta de animais para o abate. Além disso, existe a pressão de demanda pelo aumento da massa de salários que mantém aquecida a procura por carnes em geral. O mercado varejista consegue repassar os aumentos vindos do atacado e consequentemente permite novos aumentos ao produtor.

Os preços da banana comumente atingem seu pico na primavera, quando há maior propensão ao consumo e quando a oferta é prejudicada pelas ondas de frio dos meses anteriores que retardaram a formação dos cachos.

No caso da batata, a menor oferta produziu significativo aumento nos preços nas últimas semanas.Os preços da soja estão pressionados pela demanda chinesa e de outras nações importadoras, associada à menor disponibilidade norte-americana para vendas externas, o que vem afetando o comportamento dos preços internacionais.

As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do feijão (22,38%), do tomate para mesa (8,55%), da carne de frango (8,22%), da laranja para indústria (4,98%) e do leite C (4,78%).

Fonte: Globo.com