domingo, 15 de junho de 2014

Amendoim deve fazer sucesso na Copa

Vendas podem crescer até 30% entre junho e julho em comparação com o mesmo período de 2013

De carona com a Copa do Mundo, a comercialização de alguns produtos tradicionais do Nordeste deve crescer este ano, sobretudo na Região. É o caso do amendoim, para o qual é esperado um aumento de 30% nas vendas entre junho e julho em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).

O produto, assim como cerveja e salgadinhos, está entre os acompanhamentos preferidos dos brasileiros na hora de assistir a uma partida de futebol. De acordo com pesquisa do Ibope, feita em 2010 por encomenda da ABICAB, 66% dos consumidores nacionais compram amendoim e associam a guloseima com situações de prazer, futebol e confraternizações. Como o São João costuma aquecer as vendas do item na versão doce e a Copa deve puxar o resultado da variante salgada, o momento é bastante oportuno para o setor. “Os eventos se complementam e favorecem o consumo de snacks”, considerou o vice-presidente da divisão de amendoim da ABICAB, André Guedes.

Nos supermercados pernambucanos, o quitute é uma das principais apostas para o período da Copa, de acordo com a Associação Pernambucana de Supermercados (Apes). Por aqui, o mundial de futebol deve gerar um incremento de 3% a 4% nas vendas das redes. “Dentro desse resultado, há um direcionamento maior para produtos como bebidas, salgadinhos e amendoins”, ressaltou Silvana Buarque, superintendente da Apes.

O diretor da AGTAL, empresa que atua no setor de snacks com produtos à base de amendoim e castanhas, André Guedes, acredita na manutenção dos preços, apesar da alta na procura. “O consumidor final não deve sentir uma alta nos preços. Há um esforço do setor no sentido de adotar promoções em relação à Copa e aproveitar o momento único no País. Apostar em um aumento para um período de curta duração, que não vai se repetir no próximo ano é arriscado”, opinou.

Em SP, produtividade e preços prejudicam produtores de amendoim

Baixa produtividade se deve à seca no período de desenvolvimento. Para amenizar as perdas, agricultores estão aguardando para vender.


      A estiagem e o forte calor do início do ano prejudicaram o desenvolvimento do amendoim, em São Paulo. Teve quebra na safra.
    Em uma plantação de 700 hectares, em Tupã, centro-oeste do estado, a máquina trabalha colhendo os últimos sacos. É o fim da safra, restam apenas 10% da área para finalizar a colheita, mas o produtor rural Roberto Gomes, que planta amendoim há mais de 30 anos, não está contente com os resultados deste ano.
    Segundo Roberto, a produtividade foi pelo menos 30% abaixo do esperado. “Colhendo 30% a mais, a gente ia somente tirar o custo de produção, então provavelmente, o produtor vai ficar sem remuneração para fechar as contas no final da colheita”, diz.
    A baixa produtividade na safra aconteceu por causa da seca no período de desenvolvimento do amendoim, principalmente no mês de janeiro, quando a planta precisa de umidade. Desta vez, o calor foi acima do normal e a chuva não veio, por isso, a planta cresceu pouco.
    Além da queda na produção, o preço também caiu. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola, a saca do amendoim em casca é comercializada hoje pelo preço médio de R$ 32, enquanto no ano passado, segundo os produtores, foi vendida a R$ 35.
    Para amenizar as perdas, muitos agricultores estão estocando o amendoim em galpões de cooperativas, aguardando o momento certo para vender. “A necessidade de obter preços maiores faz com que a gente esteja estocando o amendoim para ter condições de vender por preços que paguem o custo”, diz Roberto.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Código genético do amendoim está próximo de ser sequenciado

Pesquisa feita por brasileiros e pesquisadores de outros três países busca criar transgênicos resistentes à seca


Um projeto que começou há 15 anos no Distrito Federal está próximo de atingir o sucesso. Em uma parceria entre pesquisadores brasileiros, israelenses, chineses e norte-americanos o sequenciamento genético do amendoim está próximo de ser concluído. A intenção dos pesquisadores é identificar os genes responsáveis pela tolerância da seca e transferi-los para outras plantas.

José Vallis, um dos cientistas ligados ao projeto, passou três décadas coletando diferentes mudas do grão na América Latina. Em sua coleta, conseguiu mais de 80 tipos da planta.

Se quisermos conhecer o potencial dos parentes silvestres do amendoim temos que ter o material. Como os materiais são na maior parte das vezes brasileiros, não há outros países que façam a pesquisa. Ou o Brasil faz a pesquisa ou ninguém faz.

Entre as espécies cultivadas nas estufas da Embrapa está a Arachis ipaenses, da Bolívia, e a Arachis duranensis, da Argentina. As duas espécies foram sequenciadas pelos cientistas.

Segundo Patricia Messenberg, pesquisadora da Embrapa, o trabalho foi feito com espécies que evoluíram graças ao stress dos trópicos e que criaram resistência às pragas naturais, além de problemas de temperatura e umidade.

Com essas informações, os pesquisadores acreditam que ficará mais fácil transferir os genes de interesse das espécies silvestres para o amendoim cultivado, agilizando o projeto de criar um amendoim transgênico que suporte a falta de umidade do cerrado. Os próximos passos da pesquisa é produzir variedades de plantas, como soja, feijão e caupi, com mais tolerância à seca.
Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2014/05/codigo-genetico-do-amendoim-esta-proximo-de-ser-sequenciado-4498332.html

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pesquisadores conseguem combater alergia a amendoim entre crianças

Médicos conseguiram dessensibilizar crianças alérgicas pela ingestão do alimento


Um grupo de médicos conseguiu dessensibilizar crianças alérgicas a amendoim fazendo-as ingerir pequenas doses deste alimento, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet.
Depois de seis meses de tratamento, as crianças conseguiram tolerar doses diárias de 800 mg de amendoim em pó, o equivalente a cinco amendoins, o suficiente para salvar sua vida em caso de ingestão acidental, segundo os autores da pesquisa.
Segundo o coordenador do estudo, Andrew Clark, da Universidade de Cambridge, o tratamento permitiu que crianças muito alérgicas consumam quantidades de amendoins muito superiores às encontradas nos alimentos contaminados acidentalmente.
Um total de 99 crianças e adolescentes alérgicos, de 7 a 16 anos, participaram do estudo.

Um em cada cinco sofreu efeitos não desejados, que na maioria dos casos se traduziu em coceira moderada na boca.
A alergia a amendoim afeta uma criança em cada 50 e constitui a principal causa de morte como consequência de uma alergia alimentar.
Noticia publicada em 30/01/2014.

Falta de chuva atrasa o plantio da safra de amendoim em São Paulo

Novamente a história se repete e os agricultores sofrem com as adversidades climáticas.


A safra de amendoim está atrasada em São Paulo. Só agora, com a volta da chuva, é que as sementes estão sendo plantadas.

O trabalho na propriedade de Carlos Reis ainda não terminou. O produtor de Tupã deveria ter concluído o plantio do amendoim em novembro, mas a estiagem fora de época atrapalhou os planos. Ele só voltou para o campo graças às chuvas regulares dos últimos dias.

"O plantio atrasou pelo menos uns 20 dias (...) porque faltou chuva e isso não estava previsto", diz.

A grande maioria dos produtores do centro oeste paulista enfrenta o mesmo problema – cerca de 10% da área destinada à cultura do amendoim ainda não foi plantada, cenário que preocupa muita gente.


O plantio feito mais tarde atrapalha a produtividade da lavoura. Em áreas que receberam as sementes em dezembro, a colheita deve ser 20% menor.

Apesar das dificuldades no fim do plantio, Edson Schiavon está otimista com a safra 2013/2014. O valor da saca de 25 quilos está acima dos R$ 30, preço considerado bom, e a chuva dos últimos dias tem ajudado os produtores. “A chuva trouxe otimismo, mudou todo o cenário. O amendoim agora está bonito”, conta.

Noticia publicada em 17/12/2013.

No link abaixo tem um vídeo com a integra da reportagem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Emprapa lança amendoim adaptado especialmente à região Nordeste


A Emprapa lançou uma nova variedade de amendoim adaptada especialmente à região Nordeste. A cultivar batizada de pérola branca foi apresentada para agricultores da região do Cariri, no sul do Ceará.

O amendoim é chamado de BRS pérola branca. A Embrapa reuniu em Barbalha engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e produtores rurais de vários municípios do Cariri para apresentar a nova variedade do grão que, segundo a pesquisadora, é mais rentável e se adapta com facilidade ao clima semi-árido.

Na área experimental, os participantes do dia de campo viram que o ciclo do amendoim pérola branca é de 110 a 115 dias, tem de três a quatro sementes por vagem, é comestível e também pode ser transformado em combustível.

O campo experimental de Barbalha é uma forma encontrada pela Embrapa para incentivar os pequenos e médios agricultores nordestinos a também trabalharem o segmento amendoim. A expectativa da empresa é incluir a nova variedade de amendoim no programa de sementes do governo até 2014.

Assista o vídeo transmitido no Globo Rural: Aqui!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Falta de chuva atrasa plantio do amendoim, em São Paulo

Mesmo quem semeou a safra está preocupado por causa do solo seco. Cenário provocou queda no rendimento das lavouras.


Na fazenda de Edson Schiavon, em Tupã, o plantio que era para estar no fim ainda nem começou por falta de umidade no solo. Com o atraso, o produtor já teme os prejuízos.

Segundo a Cooperativa de Produtores de Amendoim de Tupã, nesta época do ano, pelo menos, 60% da safra total já deveria ter sido plantada, mas o clima quente e seco deixou o solo com pouca umidade, o que atrasou o plantio. Apenas 40% dos 60 mil hectares destinados à plantação de amendoim receberam as sementes.

São Paulo responde por 90% da safra brasileira de amendoim. No mês de outubro, o índice de chuvas na região ficou 38% abaixo do esperado. Sem umidade, as sementes não germinam e a produtividade pode cair.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jorge Dias, o calor também pode prejudicar os produtores que já iniciaram o plantio. “Jogando a semente no solo úmido e de repente quando ela começa a germinar, falta chuva e umidade, a alta temperatura aquece o solo e cozinha as sementes e elas não germinam”, explica.

Diante destas condições o plantio esta lento e o estande de plantas pode ser prejudicado interferindo na produtividade e rentabilidade da safra 2012/13.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Amendoim eleva fertilidade e ovo de codorna não

Com certeza você já deve ter ouvido falar daquele velho mito de que ovos de codorna aumentam a fertilidade. Mas é isso mesmo: tudo não passa de um mito. Ovos de codorna não têm nenhuma influência sobre a possibilidade de engravidar, garante Sérgio Pereira Gonçalves, especialista em reprodução humana e diretor médico da clínica Monteleone, de São Paulo.

Alguns alimentos, no entanto, têm o poder de ajudar no processo de ovulação e na produção dos espermatozoides. Um dos itens que é conhecido por auxiliar na fertilidade humana é o amendoim. Ele é rico em ômega 3, substância que estimula os ovários e a produção de espermatozoides. Mas, como o amendoim é muito gorduroso e calórico, não deve ser consumido em excesso. Peixes, algumas verduras, como a rúcula, e castanhas também são boas fontes de ômega 3.

Vantagens e desvantagens da soja
A soja é outro alimento que faz bem para os órgãos reprodutores. Segundo Sérgio, ela é mais importante para a mulher do que para homem. Isso acontece porque a soja é um fitoestrogêneo, alimento que contém hormônios vegetais que atuam no organismo como se fossem os próprios hormônios femininos. No caso dos homens, o excesso de soja pode acabar prejudicando a fertilidade, justamente por conta desse efeito "hormonal" do alimento.

Na lista dos produtos que fazem mal a fertilidade estão também os ricos em gordura trans. De acordo com o especialista, esse tipo de comida pode prejudicar a fertilidade e a saúde tanto do homem, quanto da mulher. Por isso, devem ser evitados.

Só alimentação não resolve
Ter hábitos saudáveis - o que inclui boa alimentação e prática de exercícios físicos - são fatores importantes para a saúde de todo o organismo, inclusive no que se refere ao aparelho reprodutor. No entanto, uma alimentação correta não é o fator que determina a fertilidade ou a infertilidade. "Ter uma boa dieta é bom para tudo. Mas, se o casal encontrar problemas para engravidar, além das mudanças dos hábitos será preciso procurar um médico", explica.

Na clínica, o especialista em reprodução passará uma dieta recomendada e, o mais importante, identificará a causa do problema de fertilidade do casal. "Às vezes, o fator de infertilidade não tem ligação nenhuma com a alimentação e o casal perde tempo em achar que somente a ingestão de certos produtos vai ajudá-los a superar a dificuldade", conta o médico.

Casais que estão tentando engravidar a mais de um ano e encontram dificuldades precisam procurar um especialista, diz Sérgio. Quanto mais cedo vier a ajuda, maiores são as chances de solucionar o problema.

Quando a mulher tem mais de 38 anos (ou 35, de acordo com a orientação de alguns especialistas), o ideal é que o casal fique até seis meses tentando. Se a gravidez não vier durante esse período, um médico deve ser consultado. O fator idade é uma das grandes causas de infertilidade feminina.

Fonte: Terra, com informações do Cross Content (imagem: Michaela Kobyakov, SXC)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ÓLEO DO AMENDOIM MAIS SAUDÁVEL QUE AZEITE

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite


O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Estudo diz que amendoim é capaz de produzir óleo mais saudável que azeite O Amedoim tem altas concentrações de proteína e vitamina E. Por isso, especialistas internacionais reunidos em Brasília acreditam que a leguminosa pode se tornar uma fonte de alimento mais importante que a soja.

Nos próximos 25 anos, o amendoim pode deixar de ser visto como um mero tira-gosto e se tornar um dos alimentos mais importantes do mundo. Pelo menos é o que acreditam cerca de 100 especialistas de mais de 10 países que estiveram reunidos até ontem, em Brasília, na 5ª Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim, promovida pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa/Cenargen). Em três dias de encontro, eles apresentaram e debateram pesquisas de melhoramento das variedades de um dos petiscos mais consumidos no planeta.

Genuinamente brasileiro, o amendoim é uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas no mundo. Devido ao seu alto conteúdo de proteína e óleos insaturados, tem papel fundamental na alimentação dos povos de países da América Latina, da África e da Ásia. Além disso, cumpre um importante papel social, garantindo a segurança nutricional e a sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversas nações, inclusive o Brasil. Na África, por exemplo, ajuda a combater a desnutrição de crianças(leia abaixo).

O que faz os especialistas acreditarem que o grão pode adquirir um papel mais central na alimentação mundial são algumas de suas características. A qualidade do óleo do amendoim é superior ao do azeite de oliva, o que pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas. Além disso, os grãos apresentam grandes concentrações de vitamina E — um antioxidante que previne câncer, diabetes e doenças autoimunes — e de proteína, podendo substituir a carne em países onde há escassez desse alimento.
Bom para a saúde

“Não é à toa que o mercado internacional se interessa tanto por esse grão. Ele pode se tornar mais importante, em termos alimentares, do que a soja”, aposta a pesquisadora da Embrapa/Cenargen Soraya Bertioli, uma das coordenadoras da conferência. Segundo Howard Valentine, diretor executivo do American Peanut Council (APC), estudos clínicos feitos nos Estados Unidos mostram que pacientes que consomem uma porção do grão por dia têm menor chance de desenvolver males como o diabetes. “Em 25 anos, será necessário que o mundo dobre a produção de amendoim”, acredita Valentine.

Para que o objetivo proposto pelo especialista americano seja alcançado, será fundamental investir em pesquisas de biotecnologia e genômica para gerar variedades mais produtivas, nutritivas e resistentes, um dos principais focos do congresso realizado em Brasília. Essas ferramentas, segundo Soraya Bertioli, são determinantes para tornar o cultivo mais competitivo. “O amendoim pode contribuir significativamente para sustentar o aumento da demanda de produtividade por hectare, sem ampliar a fronteira agrícola”, afirma. Em outras palavras, produzir mais alimentos no mesmo espaço usado pela agricultura hoje.

Melhoramento genético

Nesse aspecto, o Brasil ocupa um papel de destaque. Os cientistas do país buscam o melhoramento genético dessas leguminosas estudando as variantes silvestres, que, apesar de não produzirem grãos comestíveis, são mais resistentes. Para chegar ao cultivar ideal, os pesquisadores cruzam duas espécies silvestres. Delas, nasce um híbrido, que é, por sua vez, cruzado com uma espécie comercial. A partir daí, é feita uma análise das características repassadas. Se houver sucesso — ou seja, se o resultado for uma planta mais produtiva ou resistente, por exemplo —, o resultado é distribuído para pesquisadores de outros países, como Índia e Estados Unidos, que ampliam os testes.

Entre os resultados desses estudos está o sucesso do cultivo de amendoim no Nordeste. “Conseguimos desenvolver plantas com alta resistência à seca e à doença foliar (manchas escuras nas folhas que não deixam a planta se desenvolver)”, comemora a bióloga Adriana Regina Custódio, que faz parte do grupo de pesquisa em amendoim da Embrapa/Cenargen. O melhoramento genético também possibilitou criar uma variação que deixa o óleo produzido a partir do grão com qualidade superior à do azeite de oliva. “O grupo do Instituto de Agricultura de Campinas (IAC) conseguiu identificar uma mutação natural de algumas plantas e acoplá-la ao melhoramento genético do amendoim”, explica Soraya.

Atualmente, uma nova estratégia está sendo avaliada pelos cientistas. “Queremos ampliar a base genética da cultura de amendoim, que é bastante estreita, por meio do cruzamento com parentes silvestres a partir de ferramentas moleculares”, explica Soraya. Não vão faltar espécies para experimentos, já que o Brasil possui a maior coleção de germoplasma de amendoim do mundo, criado pela Embrapa. São 80 espécies e mais oito em fase de descrição. Dessas, 67 são silvestres e originárias do Brasil. A intenção é criar sementes mais resistentes e tornar possível a produtividade sustentável em regiões com escassez de recursos naturais, como água.

Para a coordenadora da conferência, a diversidade de plantas silvestres brasileiras e o solo fértil do país, além de áreas para expansão da agricultura, fazem do Brasil um dos países com maior potencial para a produção de amendoins, que pode até ultrapassar a da soja. “É essencial que o Brasil seja um dos principais atores na produção de alimentos de qualidade. Temos todas as ferramentas para isso ”, diz Soraya.

Origem

O amendoim é uma planta originária da América do Sul, com provável centro de origem nos vales dos rios Paraná e Paraguai. As primeiras descrições do uso do grão revelam que ele era muito utilizado pelo índios brasileiros. No século 18, o amendoim foi introduzido na Europa. No século 19 difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para Filipinas, China, Japão e Índia.



domingo, 24 de abril de 2011

Trabalho com amendoim na África para reduzir a desnutrição infantil será destaque em conferência na Embrapa

Um trabalho pioneiro de distribuição de suplemento alimentar à base de amendoim, leite em pó e açúcar para crianças com desnutrição severa em países da África Subsariana será um dos destaques da Quinta Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim (5ª AAGB), que acontece na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 46 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), no período de 13 a 15 de junho de 2011.

Esse evento, inédito no Brasil e na América Latina, vai reunir cerca de 100 especialistas de mais de 10 países, como Brasil, Estados Unidos, Argentina, China, Nigéria, Senegal, Estados Unidos, Índia e Mali, entre outros, para discutir a importância de ferramentas modernas como biotecnologia e genômica para aumentar a produtividade, a qualidade e a segurança das pesquisas com amendoim.

A Conferência é promovida por um grupo de cientistas de vários países denominado Avanços em Arachis (amendoim) através de Genômica e Biotecnologia (AAGB), com o objetivo de facilitar a comunicação entre cientistas e indústria no desenvolvimento de novas variedades de amendoim com maior qualidade e aceitação pelo consumidor.

AMENDOIM: ALIADO DA CIÊNCIA CONTRA FOME NA ÁFRICA
A palestra Amendoim contra a fome será apresentada pelo Diretor Executivo do American Peanut Council (APC), Howard Valentine, que também é Presidente da Peanut Foundation no dia 13 de junho, durante a abertura da Conferência.

Trabalho com amendoim na África para reduzir a desnutrição infantil será destaque em conferência na Embrapa: Plumpy'nut: suplemento alimentar à base de amendoim, leite em pó e açúcar

O Plumpy'nut foi idealizado pelo nutricionista e pediatra francês, Andre Briend e não necessita de cozimento ou refrigeração, sendo, portanto, uma boa opção para locais em situação precária. Além disso, é embalado de forma a facilitar o transporte e o uso pelas mães africanas, que espremem o seu conteúdo na boca de bebês e crianças.

Quanto à possibilidade de alergia, frequentemente associada à ingestão de amendoim, a Dra. Susan Shepherd, uma pediatra britânica que trabalha no grupo Médico Sem Fronteiras, na Nigéria, disse que casos de alergias alimentares são muito raros em países não-industrializados.

Outras vantagens dos suplementos à base de amendoim terapêutico são o baixo custo, cerca de US$ 20 para o fornecimento de um mês por criança, e a vida útil que chega a dois anos para alimentos em forma de pasta.

A Peanut Foundation, presidida por Valentine, tem como uma de suas prioridades, financiar pesquisas com amendoim através de bolsas, prêmios e projetos em vários países. O objetivo é estimular o desenvolvimento da produção e gerar empregos, além de oferecer uma fonte complementar de alimento para as populações mais carentes.

AMENDOIM: IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL E SOCIAL
O amendoim é uma das leguminosas produtoras de grãos mais plantadas em todo o mundo, devido ao seu alto conteúdo de proteína e óleos insaturados. Por isso, além da África, é um alimento de extrema importância na dieta de povos de países da América Latina e Ásia. Tem um importante papel social, na segurança nutricional e na sustentabilidade da agricultura em áreas áridas e semiáridas de diversos países dos cinco continentes.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Soraya Bertioli, que é uma das uma das coordenadoras da Conferência, apesar de ser uma cultura muito importante do ponto de vista econômico, as informações sobre o cultivo de amendoim se encontram muito dispersas no mundo. Por isso, a iniciativa dos cientistas de criar a AAGB foi determinante, pois vem possibilitando a troca de experiências entre os países em relação às pesquisas de amendoim, com foco em biotecnologia e genômica.

Essas ferramentas são fundamentais para tornar a cultura do amendoim mais competitiva em vista dos desafios crescentes de aumento de pressão demográfica e escassez de recursos naturais. A biotecnologia e a genômica podem contribuir significativamente para sustentar o aumento da demanda de produtividade por hectare, sem ampliar a fronteira agrícola.

Uma nova estratégia, como explica a pesquisadora, é ampliar a base genética da cultura de amendoim, que é bastante estreita, através do cruzamento com parentes silvestres a partir de ferramentas moleculares.

Essa e outras pesquisas serão amplamente debatidas durante a Quinta Conferência Internacional da Comunidade Científica de Amendoim. Para isso, o evento vai contar com sessões técnicas e palestras envolvendo várias áreas do conhecimento, como: recursos genéticos, diversidade alélica, melhoramento, recursos genômicos, genômica comparativa, estresses bióticos e abióticos, entre outros.

Fonte: Agrosoft

sábado, 23 de abril de 2011

Projeto vai destinar R$ 30 milhões para produção de amendoim

Os agricultores familiares do Tocantins contam com mais uma alternativa para geração de emprego e renda. Nesta sexta-feira, 8, a partir das 9h, a Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, por meio da Subsecretaria de Energias Limpas, a empresa BioVerde e parceiros, reúnem-se com agricultores familiares para inclusão de projeto social para produção de amendoim. O encontro acontece, em duas cidades: pela manhã em Silvanópolis(9h); e à tarde, em Santa Rosa(14h).

Segundo informações da Subsecretaria de Energias Limpas, a iniciativa do projeto é voltada para atender os pequenos produtores das comunidades rurais para o plantio de amendoim para produção de óleo. Nos encontros serão apresentados os critérios e normas para que os agricultores possam incluir no projeto. Para atender a demanda da empresa será necessário um investimento em torno de R$ 30 milhões para fomentar os agricultores.

A expectativa é envolver, inicialmente, cerca de 200 agricultores da região, ocupando uma área de 10,8 mil hectares. Neste primeiro momento, serão 1,8 mil ha cultivados. A BioVerde será responsável para capacitar e dar assistência técnica de qualidade aos agricultores. Essa atividade pode gerar uma renda mensal de R$ 1 mil por agricultor.

Selo
A BioVerde faz parte do projeto do governo Federal “Selo de Biocombustível Social. As empresas recebem esse selo por promoverem a inclusão social e o desenvolvimento regional por meio da geração de emprego e de renda aos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

Amendoim
O amendoim se destaca como uma atividade agrícola rentável para pequenas propriedades desde que haja emprego da tecnologia adequada. Além disso, a demanda interna pelo amendoim é bastante ampla. A produção aumentou expressivamente nos últimos anos, alcançando na safra de 2007/2008, 30,8 mil toneladas.

Participam do encontro BioVerde, Seagro (as subsecretarias de Energias Limpas e Assentamentos e Pequenas Propriedades), Banco da Amazônia, Sindicato de Trabalhadores Rurais, Adapec, Ruraltins, prefeituras municipais, agricultores familiares e empresas de alimentos a base de amendoim.

Fonte: Portal Stylo

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cotação do amendoim em 21/01/2011


Preços recebidos pelo agricultor no ano de 2010. 


Vejam como a evolução nos preços pagos se dá gradativamente excetuando-se os meses de agosto e setembro onde ocorre a colheita da safra de inverno e com a entrada de amendoim no mercado força os preços para baixo, mas no ano de 2010 esta safra pouco influenciou sendo que no mês de outubro os preços já haviam recuperado seu crescimento.

As expectativas para a safra 2010/2011 são de preços elevados e mercado do amendoim aquecido pelo baixo estoque restante da safra 2009/2010.

Fonte: Portal de notícias sobre o agronegócio do amendoim



Aflatoxina virou coisa do passado

Todo produtor sabe que precisa secar a safra recém-colhida para evitar a contaminação pelo fungo

A contaminação por aflatoxina, que por muito tempo assombrou o produto brasileiro, é coisa do passado. Hoje, a secagem do amendoim é parte do manejo e quem não dispõe de secador próprio seca o produto na cooperativa ou na indústria. ''Produtor nenhum armazena a safra úmida, porque amendoim de qualidade inferior ou contaminado vira óleo, que tem valor menor'', diz o agrônomo Jair Marcon.
O produtor Valter Agostinho diz que a atividade passou por uma revolução nos últimos cinco anos, com a tecnificação da produção. ''A colheita é 100% mecanizada e a secagem, obrigatória'', afirma. Agostinho tem dois secadores próprios, com capacidade para secar de 650 a 700 sacas de amendoim cada um.
A mecanização da colheita também mudou o sistema produtivo. O processo começou em 1994 e, em 1998, com o desenvolvimento de máquinas arrancadoras e colhedoras, teve seu auge, diz o superintendente da Coplana, José Arimatéa Calsaverini.
O produtor Raymundo Nuno Júnior, de Jaboticabal (SP), atesta as vantagens da mecanização. Antes, diz, o arranquio era mecânico e o chacoalhamento, manual. Hoje, porém, o produtor já dispõe de uma chacoalhadeira para limpar a terra. ''Reduziu o custo com mão-de-obra.'' Sem o secador, o produtor também dependia do clima para diminuir a umidade do grão. ''O amendoim sai do campo com 19% de umidade. Com o secador, a umidade baixa para 8% e o amendoim fica pronto para armazenar.''
Nuno Júnior plantou 250 hectares de amendoim rasteiro e encerrou a colheita, com produtividade ótima, de 200 sacas/hectare. ''Choveu regularmente, a cada 15, 20 dias, o que favoreceu o florescimento da lavoura'', explica. ''No ano passado houve um período seco na época de formação das vagens e a produtividade ficou em 170 sacas/hectare.'' O preço pago pela saca foi de R$ 22.
EXPORTAÇÃO
O potencial de exportação do amendoim brasileiro também está crescendo. ''Recebemos visitas de compradores europeus e eles ficam satisfeitos com a qualidade'', diz Calsaverini, da Coplana.
Este ano, a cooperativa, que trabalha com 200 produtores, processou 36 mil toneladas de amendoim e exportou metade desse volume. Segundo ele, o exigente mercado europeu compra amendoim branco, sem pele, item já atendido pelos produtores brasileiros.
Seguindo o padrão de qualidade, a Europa permite a importação de amendoim com nível de aflatoxina de 4 ppb (partes por bilhão) e o produto exportado pela cooperativa tem nível abaixo do determinado. ''Embora o preço interno esteja bom, hoje, as grandes oportunidades estão no mercado externo'', diz.
Segundo o vice-presidente do setor de Amendoim da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Renato Fechino, o preço internacional da tonelada de amendoim in natura é de US$ 1.600. Fechino calcula que a produtividade tenha aumentado até 50% nesta safra. ''O preço também está bom para o produtor. Passou de R$ 21 em 2007 para R$ 25 em 2008.''
A Abicab criou, em 2001, o Programa de Auto-Regulamentação e Expansão de Consumo de Amendoim (Pró-Amendoim), que fiscaliza, periodicamente, a qualidade dos produtos derivados de amendoim. Uma das atribuições do programa é monitorar a presença de aflatoxinas no amendoim processado. Desde o início do programa, a quantidade de lotes que apresentaram não-conformidade na qualidade caiu de 30% para 5%. Hoje, 12 empresas que detêm 45% do mercado, de um universo de 300 empresas, têm o selo Pró-Amendoim.
INFORMAÇÕES: C.A. de Dumont, tel. (0--16) 3944-1311

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Clima favorece colheita de amendoim

Produtor está animado com bom rendimento da lavoura, que é cultivada em sistema de consórcio com a cana-de-açúcar

12 de janeiro de 2011 | 0h 47

O ano começou com chuvas persistindo pela segunda semana consecutiva em São Paulo. Foram grandes volumes acumulados, totalizando, nesta última semana, 238 milímetros em Jaú, 236,3 milímetros em Piracicaba, 188,6 milímetros em Campinas, 132,6 milímetros em São José do Rio Pardo, 116 milímetros em Jaboticabal e 104 milímetros em São Carlos. Nestes municípios, o total acumulado em uma semana se chega a se igualar à média esperada para o mês.



Houve transbordamento de rios e estradas rurais ficaram danificadas, dificultando o transporte e escoamento de safras e de coleta de leite. Em Piracicaba e Jaú o excedente hídrico supera 200 milímetros.

A umidade do solo está em nível de saturação na maioria das localidades, à exceção de Itapeva e Presidente Prudente, que estão com armazenamento abaixo do limite máximo. Com o bom suprimento de água, as lavouras de milho de soja têm bom desenvolvimento. Entretanto, por causa do longo período de molhamento das folhas e do calor, aumentam as chances de proliferação de doenças fúngicas, exigindo atenção dos produtores.

O excesso de umidade do solo impede as atividades agrícolas. As máquinas não podem circular, sob pena de compactação do solo e os tratamentos fitossanitários também não podem ser efetuados. Além do mais, as atividades de colheita ficam prejudicadas e a qualidade dos produtos a serem colhidos é menor.

Pastagens. As pastagens vêm crescendo vigorosamente, tornando a engorda do gado mais barata aos pecuaristas. Com a expectativa de crescimento da economia, deve aumentar o consumo, mantendo em alta o preço da arroba do boi.

No inverno e início da primavera, a falta de chuva quebrou a produção do abacate na região de Jardinópolis e o frio também contribuiu para reduzir a produção de uva em Jundiaí, onde a colheita segue com atraso por causa da chuva.

Os agricultores estão se preparando para o início da colheita do amendoim - muitas lavouras são plantadas em consórcio com a cana-de-açúcar. Como o clima favoreceu a colheita, a safra do amendoim promete ter boa produtividade e os preços no mercado favorecem os produtores.

Segue a colheita da maçã em Paranapanema, do quiabo em Piacatu, da lichia em Tupã, do tomate em Ribeirão Branco e da manga em Jaboticabal e Monte Alto.



ANA MARIA H. DE ÁVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O amendoim pode influenciar no desempenho sexual?

Sem comprovação científica

Uma das maiores fontes vegetais de proteína, ao amendoim possui em sua composição uma grande quantidade de vitaminas. Além disso, a semente sempre carregou consigo a fama de ser capaz de ajudar homens com problemas de ereção. Para averiguar essa possível qualidade, procuramos a nutricionista Nara Limeira, do Hospital Universitário da UFRJ. De acordo com Nara Limeira, o amendoim é rico em vitaminas do complexo B e em um aminoácido chamado arginina. "Essas substâncias melhoram a circulação do organismo como um todo, inclusive dos órgãos sexuais", diz. Porém, não há nenhuma comprovação científica de que o amendoim aja especificamente sobre os órgãos sexuais.

Benefícios do amendoim

Apesar de não se comprovar o caráter afrodisíaco do amendoim, estudos científicos confirmam que o consumo de apenas 30 gramas por dia pode gerar alguns benefícios para o corpo humano. "O que é apontado em estudos é que o amendoim tem em sua composição a gordura monoinsaturada que diminui o colesterol LDL (nocivo para a saúde), e uma substância chamada resveratrol, que age como antioxidante. Essas substâncias acabam diminuindo o risco de doenças cardiovasculares", comentou a nutricionista.

Cuidados com a procedência

Embora ofereça vários benefícios para a saúde, é preciso ter alguns cuidados com a procedência do amendoim. De acordo com Nara, o consumo de amendoim contaminado por determinado tipo de fungo pode causar problemas. "Caso seja conservado em locais úmidos e com pouca luz, pode ser que ele desenvolva um bolor chamado aspergillus flavus, que produz uma toxina chamada aflotoxina, que causa intoxicações neurológicas, podendo levar a pessoa ao coma", explicou a nutricionista. Nara deu algumas dicas de como evitar o consumo de amendoim contaminado. "O recomendado é que se adquira o produto industrializado ou que ele seja comprado em um lugar que tenha bastante procura, para que não fique muito tempo armazenado", explicou.

A nutricionista comentou ainda que o amendoim em si não oferece risco para a saúde dos hipertensos. "Como geralmente ele é ingerido com sal, poderia aumentar a pressão arterial. Mas se for consumido sem ser salgado, não oferece esse risco", explicou.

Fonte:Diário da Saúde

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Embrapa desenvolve três variedades de amendoim para o Semiárido

Tolerantes à seca, cultivares também apresentam potencial para fabricação de biodiesel.

Três cultivares de amendoim desenvolvidas pela unidade de Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Campina Grande, Paraíba, são recomendadas para o Semiárido nordestino. As variedades BR1, BRS 151 L7 e BRS Havana já estão disponíveis na Embrapa Transferência de Tecnologia, em Brasília, Distrito Federal. A oleaginosa também tem potencial para a fabricação de biodiesel, uma vez que algumas variedades produzem até 50% de óleo.

As cultivares são tolerantes à seca, apresentam ciclo curto e grãos com características exigidas pelo mercado interno e pela indústria. A BR1, mais procurada pelos produtores nordestinos, tem baixo teor de óleo (45%) e 29% de proteína bruta. Seu ciclo médio é de 90 dias. A BRS 151 L7 é a mais precoce, com ciclo de 87 dias. O teor de óleo bruto nas sementes é 46%. Já a BRS Havana tem ciclo de 90 dias e o menor teor de óleo (43%) entre as cultivares utilizadas no Brasil.

A maior parte do amendoim brasileiro é cultivada na região Sudeste, seguida pelo Centro-Oeste e Nordeste. São Paulose destaca com cerca de 80% da produção nacional. Os principais produtores do Nordeste são a Bahia, Sergipe, Ceará e Paraíba. A região é também a segunda maior consumidora de amendoim do Brasil. O sistema de produção típico é o de agricultura familiar, com pouco uso de insumos ou mecanização.

No mês passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou a relação dos municípios com novas áreas aptas ao plantio da oleaginosa no Ceará e Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O estudo para indicação das áreas leva em conta os períodos de plantio para o cultivo das variedades em condições de baixo risco climático.

Para obter mais informações e adquirir sementes das cultivares, basta entrar em contato com o escritório de negócios da Embrapa Paraíba através do email: sementes@cnpa.embrapa.br.

Fonte: globo rural online

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Governo amplia monitoramento de resíduos tóxicos em produtos de origem vegetal

O Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) vai ampliar o monitoramento sobre a qualidade dos produtos de origem vegetal em relação aos níveis de resíduos agrotóxicos. Na safra 2010/2011 foram incluídos seis novos produtos que serão submetidos à análise: alho, soja, laranja, pimentão, feijão e café. A ação foi oficializada por meio da Instrução Normativa 21, publicada nesta quinta-feira (09/09) no Diário Oficial da União.

O monitoramento faz parte do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal, que inclui 25 culturas entre grãos, frutas, oleaginosas e hortaliças: abacaxi, alface, amendoim, arroz, banana, batata, castanha-do-brasil, limão, lima ácida, maçã, mamão, manga, melão, milho, morango, pimenta do reino, tomate, trigo e uva, além das recém incluídas.

De acordo com o Serviço de Controle de Resíduos da Área Vegetal do Mapa, o programa coleta 1.525 amostras de alimentos nacionais e importados como o trigo, por exemplo. Este cereal é o principal produto agrícola importado pelo Brasil e responde por quase metade da necessidade interna. O número de amostras coletadas de produtos importados depende do volume adquirido pelo país.

Os alimentos produzidos nacionalmente são coletados em estabelecimentos beneficiadores e em centrais de abastecimento, principalmente na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), um dos maiores centros de comercialização atacadista do mundo. Já as amostras de produtos importados são coletadas nas aduanas.

Fonte: Agromundo 10/09

domingo, 21 de novembro de 2010

Parcerias entre empresas e governos estaduais impulsionam a expansão do cultivo do amendoim pelo Brasil


Visando darmos continuidade ao Programa de Fomento ao Cultivo de Amendoim tenho a satisfação de lhes informar que foi firmada parceria entre a Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. e as empresas Fusermann Agroindustrial Ltda. (Itaporã do Tocantins - TO) e Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. (Barbacena - MG), programa denominado Barter Amendoim, onde a empresa Syngenta irá disponibilizar herbicidas,
inseticidas e fungicidas no sistema troca em produto (amendoim) a ser pago na colheita do amendoim cultivado nesta safra 2010/2011.

Desta forma, em função deste processo de alavancar parcerias, nesta safra 2010/2011 iremos cultivar 3.442 hectares de amendoim nos Estados de Minas Gerais e do Tocantins, sendo 2.750 hectares no Estado do Tocantins (municípios de Guaraí, Presidente Kennedy, Porto Nacional) e 692 hectares no Estado de Minas Gerais (municípios de Iturama, Madre de Deus de Minas, Barbacena, Minduri, São Vicente de Minas, Luminárias), com meta de atingir até a safra 2012/2013 a área cultivada com amendoim de 10.000 hectares, sendo 6.000 hectares no Estado do Tocantins e 4.000 hectares no Estado de Minas Gerais.

No Estado do Tocantins firmamos parceria com o Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Agricultura e desde o ano de 2009 diversas ações como reuniões com produtores rurais, dias-de-campo e
palestras foram realizadas visando o fomento da cultura do amendoim naquele Estado. Ainda no Estado do Tocantins, a Fusermann Agroindustrial firmou parceria com a empresa AGROFARM (representante Syngenta) e desta parceria, além da agilidade e presteza na entrega dos produtos aos produtores, foi
colocado à disposição pela AGROFARM um Engenheiro Agrônomo em tempo integral para assistência aos produtores rurais parceiros do projeto Amendoim.

A Fusermann Agroindustrial propôs e o Governo do Tocantins, via Secretaria de Estado da Agricultura aceitou, realizar em 2011, por ocasião da AGROTINS (maior evento agropecuário do Tocantins), o "I
Seminário sobre o Cultivo do Amendoim", onde ocorrerão palestras técnicas, demonstração de máquinas de arranquio e colheita e visitas em áreas de plantio onde serão testadas variedades diversas.

No Estado de Minas Gerais buscamos a parceria com o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, RURALMINAS e EMATER e neste ano realizamos palestras nos municípios de Madre de Deus de Minas e Minduri, visando mobilizar produtores rurais para o plantio, que culminaram com o plantio de 257 hectares nestas regiões. Ainda em Minas Gerais, em parceria com a empresa Donega&Lara (Dumont - SP), estamos realizando o plantio de 435 hectares de amendoim no município de Iturama (região do Triângulo Mineiro). 

Nos próximos dias, em reunião que será realizada no dia 27/10, a Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. estará discutindo com a EMATER - MG uma parceria para o fomento da cultura do amendoim no Estado para as próximas safras. 

A Refinaria Nacional de Petróleo Vegetal Ltda. e o Governo de Minas,
promoverão conjuntamente por ocasião da colheita do amendoim em Março/2011, o "I Seminário sobre o Cultivo do Amendoim", onde ocorrerão palestras técnicas, demonstração de máquinas de arranquio e colheita e visitas em áreas de plantio, em data e local a serem divulgados oportunamente.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

BRS Branco Rasteiro: o amendoim do biodiesel

Embrapa Algodão lança este ano a primeira cultivar de amendoim para a indústria de agroenergia com 52% de teor de óleo, 3 a 4 sementes por vagem e ciclo de 115 dias

O amendoim é um dos cultivos que podem ser utilizados para a indústria do biodiesel, que está em alta expansão no mundo e recebendo muitos investimentos do governo brasileiro e de grandes empresas como a Petrobras. Para atender a este mercado, a Embrapa Algodão vai lançar ainda este ano a primeira cultivar de amendoim brasileiro específica para a produção de biodiesel, o BRS Branco Rasteiro. As sementes já estão sendo multiplicadas, a colheita do primeiro campo das sementes será em setembro e as estimativas são para que em dezembro a cultivar já esteja disponível para os produtores que tenham interesse no novo nicho de mercado.

Até então, o amendoim brasileiro era produzido para a indústria alimentícia ou para a de confeitaria. A cor da película serve para diferenciar as variedades. A cor vermelha, preferida pelos consumidores, indica que ele é bom para a indústria alimentícia, a pele creme é melhor para a indústria confeiteira porque facilita o processamento dos subprodutos como paçocas e pés-de-moleque. O BRS Branco Rasteiro ganhou uma película de cor branca para se diferenciar como amendoim exclusivo para biodiesel. O teor de óleo do novo material é alto, de 50% a 52%, bem superior ao das variedades para as outras indústrias, que ficam entre 43% e 48% de óleo. Outra inovação do novo amendoim é que os materiais rasteiros geralmente têm ciclo de 130 dias e a Embrapa conseguiu fazer uma cultivar rasteira com 115 dias, além do pioneirismo de ter de três a quatro sementes de vagem, enquanto os ouros materiais só têm duas.

O BRS Branco Rasteiro será apresentado no IV Congresso Brasileiro da Mamona, que acontece na cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba, de 7 a 10 de junho. A pesquisadora Roseane Cavalcanti dos Santos, da Embrapa Algodão, vai falar sobre a nova variedade e sobre os principais avanços da cultura do amendoim nos últimos anos não só na linha de pesquisa do biodiesel como para os materiais com alto teor proteico desenvolvidos para as indústrias alimentícia e confeiteira. Além disso, em contato com os produtores, ela vai explicar técnicas que facilitam o manejo e melhoram o rendimento.

Depois da abertura do Mercosul, houve uma invasão de novos produtos derivados de amendoim, principalmente os de película clara, atendendo ao mercado de confeitaria. Visando esse novo nicho de mercado, a Embrapa lançou em 2000 a variedade BRS Havana, que tem a película creme e se adequa muito bem ao mercado de alimentos. Uma vantagem é que ela tem baixo teor de óleo e a película, por ser creme, não precisa ser retirada para fazer os subprodutos como paçocas, pés-de-moleque, cocadas. A gente vai enfocar mais na palestra em como o agricultor deve ter os procedimentos de modo que ele tenha mais rendimento sem que seja necessário aumentar a sua área, em termos de espaçamentos, de plantio mais adensado, adoção de cultivares que sejam mais adaptadas ao seu sistema e uso de menos agrotóxicos — explica a pesquisadora.
Fonte: Embrapa algodão.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Publicado zoneamento para amendoim em doze estados e DF

O Zoneamento de Risco Climático da safra 2010/2011 para a cultura do amendoim em São Paulo e Minas Gerais foi publicado pelo Ministério da Agricultura no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira do dia 22/04. 


As normas constam das Portarias Nº 104 e 105. Já as Portarias Nº 93 a 103, divulgadas terça-feira (20), orientam o cultivo da oleaginosa no Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins.

O objetivo do estudo é identificar áreas aptas e períodos de semeadura com menor risco climático para o plantio do amendoim. Nota técnica, indicando tipos de solos, períodos de semeadura e relação dos municípios indicados para o cultivo acompanham as portarias.
O amendoim (Arachis hypogaea L.) adapta-se a diferentes climas, mas desenvolve-se melhor nos mais quentes. Temperaturas de 30°C, ou ligeiramente superiores, são as mais benéficas para a germinação, desenvolvimento e formação do óleo. Regiões muito úmidas ou com períodos de chuvas prolongados propiciam o aparecimento de doenças, além de prejudicar a colheita e a qualidade do produto.
Confira os documentos na integra: